Oi, Beatriz!



Não sabe quem eu sou? Sou você daqui a alguns meses.

Escrevo agora porque o ano está acabando e esse é aquele momento em que a gente faz um balanço, mesmo sem perceber.

Eu sei que este ano teve de tudo: dias bons e dias difíceis, conquistas, mudanças de rota, algumas perdas e ajustes que vieram aos poucos. Só queria lembrar você de uma coisa simples: você fez o que deu, com o que tinha. E isso já é muito.

Também vim agradecer a você por escolhas que pareciam pequenas: dizer “sim” para uma pausa, viajar com mais presença, trocar excesso de agenda por tempo de verdade. Foi aí que as coisas começaram a ficar mais leves.

Hoje eu lembro de lugares por detalhes: cheiro, luz, conversa, risada e silêncio bom. Algumas fotos ficaram lindas, outras tremidas… E tudo bem. As melhores memórias não moram em álbum nenhum.

O tempo passa de qualquer jeito. A diferença é o que a gente escolhe viver com ele. Se estiver em dúvida, eu lhe digo com tranquilidade: construa memórias. No fim, é isso que fica.

Com carinho,
Beatriz — depois de ter ido explorar o mundo.